Diante de olhos tão azuis,
E cabelos tão brancos,
Quedou-se paralisado,
Calado,
Em branco,
Num abobamento estúpido,
Do qual não se livrava.
Queria saber o porquê.
Algo assim em algum lugar da sua cabeça,
De repente vinha crescendo
Sim! Agora lembrava,
Tinha percebido a semelhança,
E com os olhos molhados,
Teve vontade de comer aquele doce de leite,
Mais uma vez.